Carta do Especialista 04/03/2022

2022-03-04


Tempo de leitura: 5 minutos

Carta do Especialista 🧐

Sexta-feira, 04 de março 2022

Tratamentos ortopédicos no Metaverso? Detector de CO2 para infecções em machucados? Na carta de hoje vou contar um pouco de como a revolução da medicina digital está sendo possível. Em seguida, saiba como os pesquisadores conseguiram prever os ataques à Ucrânia utilizando o Google Maps. E como nem todos os robôs militares provocam destruição. Por último…Conheça o músico que faturou mais de US$ 40.000 com NFTs!

Tudo isso e muito mais. Bora lá! ✨

🦵 Ortopedia chegou no Metaverso

As inovações na ortopedia chegaram ao Metaverso. Um dos campos da saúde mais estudados de todos os tempos é a necessidade de locomoção e, por isso diagnósticos mais precisos, técnicas minimamente invasivas, robótica, impressão 3D e realidade virtual, foram soluções inseridas para revolucionar os tratamentos ortopédicos.

No passado, um paciente ferido poderia levar meses imobilizado nos casos de tratamento para fixação dos ossos fraturados, geralmente executado com gesso, trações e semanas acamado.

Devido a demanda por combatentes na Segunda Guerra Mundial, na década de 1940, grande era a pressão para o desenvolvimento de técnicas que agilizassem o processo de recuperação.

Neste contexto surgiram os primeiros parafusos e placas de uso cirúrgico. Foi assim que as primeiras inovações em ortopedia nasceram. O que possibilitou tratamentos mais rápidos, eficazes e até mesmo um envelhecimento mais saudável.

Nos últimos anos técnicas cada vez menos invasivas e mais tecnológicas otimizaram os procedimentos. Se para gerações passadas os ortopedistas eram médicos com mãos sujas de gesso, para as novas gerações são médicos com óculos de realidade virtual. No Metaverso a especialidade terá mais espaço para exploração.

Atualmente os óculos de realidade virtual já estão sendo usados para os treinamentos cirúrgicos. Leandro Ejnisman, médico ortopedista e traumatologista, exemplificou dizendo: “Um dos maiores desafios que existem em cirurgia é ensinar a técnica cirúrgica, que envolve o lado motor do cirurgião. Algumas empresas ortopédicas e startups estão desenvolvendo mecanismos que possibilitam cirurgias virtuais, com uso de óculos de realidade virtual, permitindo o treinamento sem expor o paciente. Esse esquema também dá liberdade para o aluno treinar quando quiser. Existem também sistemas de realidade aumentada em que pode haver mais de um cirurgião com equipamentos diferentes na mesma sala cirúrgica virtual. Acredito que essa prática aumentará muito com o tempo”

Para o especialista, o futuro da ortopedia no Metaverso pode abrir grandes janelas de oportunidades para desenvolvimento. Tornando possível cirurgia em “lives”, médicos menos experientes poderão contar com a presença virtual de seus mentores.

Saiba mais no MIT Tech Review.

🩹 Plástico que detecta infecções em ferimentos

Andrew Mills, é um professor de química da Queen’s University Belfast, no Reino Unido. Sua especialidade é detecção de produtos químicos voláteis, de sulfetos fétidos a CO2 inodoro. Em seus estudos recentes Mills revelou um “farejador” de infecção.

Trata-se de um detector de CO2 simples que pode ser inserido em um curativo para feridas crônicas. Sendo capaz de mudar de cor quando detecta concentrações crescentes do gás, um sinal revelador de infecções perigosas.

Feridas crônicas levam mais tempo para cicatrizar e são comuns entre pessoas com diabetes ou escaras. Cerca de 6 milhões de americanos têm que lidar com estes ferimentos crônicos, algo equivalente a uma indústria de aproximadamente US $15 bilhões.

Mills relata que infecções podem acontecer em um curto período entre 24 horas a 48 horas, chegando a estados em que o paciente precisa ser hospitalizado. Atrasando, inclusive, a cura da lesão, e por isso é preciso tomar os devidos cuidados para que a cicatrização aconteça.

A equipe de Mills imprimiu um dispositivo 3D, com pontos de plástico e cerca de 10 centímetros, que pode ser colado sob o curativo do paciente. Cada ponto é um sensor de mudança de cor que contém o composto químico Xylenol Blue, que está ligado a algumas moléculas de água.

Estes indicadores permanecem azuis em condições normais, modificando para verde e amarelo quando se detecta mais dióxido de carbono. A fase de teste foi bem-sucedida, os sensores funcionaram de acordo com o planejado, mas ainda há um longo caminho para que estejam prontos para uso médico.

Mills se orgulha de que seu design simples tenha funcionado “Às vezes são as ideias simples que são realmente inovadoras”, diz ele. “E acho que temos uma aqui.”

Veja mais detalhes aqui Wired.

🛰️ Pesquisadores conseguiram prever invasão Russa à Ucrânia

O professor Jeffrey Lewis utilizou o Google Maps para acompanhar a guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele leciona no Instituto Internacional de Estudos Middlebury, em Monterrey, na Califórnia, sua especialidade é armas e não proliferação.

Através das imagens captadas do espaço o professor e sua equipe de estudantes, acompanharam o fluxo de veículos militares e tropas Russas. A plataforma já foi usada para acompanhar a movimentação de uma unidade blindada em direção à fronteira com a Ucrânia.

Usando informações de tráfego do Google Maps junto com uma imagem de radar, Lewis e sua equipe identificaram as tropas da Rússia. Permitindo que percebessem a invasão acontecendo antes mesmo de ser anunciada por Vladimir Putin.

O aplicativo também é capaz de identificar os fugitivos das zonas de conflito. Sendo assim uma ferramenta importante para mostrar a situação de civis que estão sofrendo com os ataques. E sendo útil para procurar abrigos antiaéreos caso soe uma sirene em uma cidade.

Confira no Olhar Digital.

🥗 Robôs militares que fazem salada

É exatamente isto, nada de “máquina de matar”, ou qualquer coisa ligada a guerra ou defesa. O novo avanço da robótica faz salada…

Na Base Aérea de Travis, em Fairfield, Califórnia, EUA, o robô fica instalado em um balcão cercado por potes de ingredientes no refeitório da base. O robô gira e pega os ingredientes com um braço, enquanto segura as tigelas com o outro.

É um serviço relativamente simples em uma cafeteria que atende centenas de pessoas diariamente. A automação mostra como as cozinhas do futuro podem ser remodeladas pela tecnologia robótica.

O robô é chamado de Alfred e foi construído pela Dexai Robotics. Recentemente fecharam contrato de US$ 1,6 milhões com o Departamento de Defesa para instalar mais 10 Alfreds em restaurantes militares nos EUA.
Imitando os movimentos de chefs reais, o robô usa IA e visão computacional para manipular utensílios e pegar quantidades predeterminadas de ingredientes de salada, colocando-os em uma tigela e embalando-os para venda.

Saiba mais no Fast Company.

🎼 NFT movimenta o mercado de shows

Frank Tavis, é um jovem músico argentino de 26 anos, que estava desfrutando de sua carreira até que, com a chegada da pandemia todos os seus shows e apresentações nas ruas e bares em vários países foram suspensos. Mas ele encontrou uma forma de conseguir renda com seus shows remotamente.

Tavis encontrou uma oportunidade de conseguir dinheiro com NFTs. O rapaz sabia sobre o assunto ao acompanhar canais no YouTube, além de conhecer artistas que ele poderia pagar para criar obras de arte que poderiam ser convertidas em coleções de NFTs. Foi então que Frank começou a utilizar a Fiverr.

A Fiverr é uma plataforma para Freelancers que filtra os trabalhadores de acordo com o número de serviços entregues e avaliações. Tavis não tinha experiência em projetar NFTs, apesar disso, para ele não foi um problema.

“Eu tenho shows [de música] no Fiverr com mais de 100 avaliações cinco estrelas, mas com esse show [NFT] sem resenhas eu estava recebendo mais atenção”, diz ele.

Seu primeiro NFT vendido em janeiro deste ano, faturou mais de US$10.000 com intermediário que vende trabalhos de artistas para entusiastas da NFT.

No mês de fevereiro a projeção para o faturamento era de US$ 40.000 com as vendas de design da NFT.

Nada mal… não é?!

Saiba mais no Wired.

Por hoje é só! Até a próxima semana 👋

https://linktr.ee/Renatograu



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