Carta do especialista 03/12/2021

2021-12-09


Tempo de leitura: 5 minutos

Carta do Especialista! 🧐

Sexta-feira, 03 de dezembro
Na duas últimas cartas escrevi a respeito das polêmicas dos robôs substituindo os humanos. Mas que tal falarmos sobre humanos se tornando robôs ou melhor, podendo ser aprimorados através de partes robóticas? Abordarei cases relativos aos olhos e ao cérebro, para que você possa viajar comigo nesta ideia. E, falando em viagem…Vou falar também de Web3, Metaverso e o seu potencial trilionário e das tendências para uma casa mais moderna e tecnológica.
Tudo isso e muito mais! Bora lá?!

👁️ Primeiro paciente a ter uma Prótese ocular impressa em 3D

Steve Verze, de Londres, foi o primeiro a receber uma prótese ocular totalmente impressa em 3D. A expectativa é de que esta nova alternativa seja mais realista do que as próteses feitas de acrílico tradicionalmente fabricadas até hoje.
Outra vantagem desta tecnologia, segundo o hospital Moorfields Eye Hospital, de Londres, é a redução do tempo para que os pacientes recebam suas próteses, de seis para três semanas, já que o processo de impressão em 3D leva apenas meia hora, contra 2 a 3 semanas no processo de fabricação tradicional.
Outra questão envolvida é que, para confecção de uma prótese convencional, é necessário que o paciente passe por uma sessão de duas horas para moldar a órbita do olho, antes que a prótese seja produzida.
Steve Verze parece ter gostado bastante: “Este novo olho tem um aspecto fantástico e, sendo baseado na tecnologia de impressão digital 3D, só vai ficar cada vez melhor.”
A equipe que produziu também está animada com o potencial desta prótese, que irá, inclusive, reduzir a lista de espera atual para produtos deste tipo.
Vamos aguardar o próximo ensaio clínico para saber na prática como esta nova tecnologia pode fazer uma diferença ainda maior na vida dos pacientes.
Confira esta notícia no BBC.

🧠 Inserção da realidade digital diretamente no cérebro?

Entrando no clima de Matrix, que estreia nas próximas semanas, será que a realidade virtual pode ser inserida diretamente em nossa mente?
Uma equipe de neurocientistas, liderada por Nancy Kanwisher do MIT, está analisando a área fusiforme do rosto, que fica na região inferior do cérebro (lobo temporal) e que se torna ativa quando uma pessoa vê um rosto.
Este estudo começou graças a um paciente que tem uma série de eletrodos implantados em seu cérebro a fim de rastrear as causas das suas convulsões.
Este rapaz passou por um teste em que o pesquisador mostrou primeiro uma caixa e depois uma bola de futebol e, nos dois casos, o homem diz ter visto um olho e uma boca no primeiro segundo.
Isto aconteceu porque a área do cérebro mencionada se ativou, gerando uma oportunidade rara para os pesquisadores aprofundarem os estudos da mente.
Uma das hipóteses abordadas foi a de imaginarem se, além de uma pessoa ler os sinais do cérebro com os eletrodos, ela fosse capaz de ativar intencionalmente esta área…O que será que ele passaria a enxergar?
Há muitos anos, inúmeros experimentos e pesquisas são realizados com o cérebro, de diferentes maneiras. É de conhecimento de todos o quão complexa é a estrutura cerebral e a quantidade de maneiras que a leitura e escrita podem acontecer, seja através de impulsos elétricos, seja através de ópticos.
O que já se sabe é que a leitura é muito mais fácil que a escrita e que, conforme o filósofo Thomas Nagel concluiu em seu estudo de 1974 (“What is like to be a bat?”), cada organismo vivo tem uma experiência única com suas sensações e seu cérebro.
Ou seja, mesmo que a equipe de Kanwisher conseguisse ativar a área mencionada no experimento, o que não será difícil de fazer, será muito difícil de controlar os resultados.
Implantar experiências sintéticas tão realistas que os seres humanos não consigam distinguir a diferença do real e do virtual é um tema bastante comum no mundo da ficção mas, na vida real, não estamos tão perto de resultados como estes.
Saiba mais sobre a pesquisa no Wired

🏠 Tendências transformadoras que impulsionarão as “Casas Inteligentes”

Nem todas as tecnologias acabam sendo viáveis ou aplicáveis quando são lançadas ou até durante longos períodos. No caso daquelas que são importantes para transformarem as casas em inteligentes, aparentemente elas estão se tornando viáveis. O que para mim, um especialista em Transformação Digital, é maravilhoso 🤩.
Este artigo da 👉Digital Trends descreve quatro tendências importantes deste segmento, que impulsionarão a aplicação deste conceito em maior escala:
‎Familiaridade é a chave para o design
A familiaridade pode ser a melhor escolha de design de um produto. Você se lembra da última carta (“Casa empática”) em que falei sobre as janelas capazes de filtrar automaticamente o ar e bloquear ruídos? – A ideia é de um produto eficiente com um design moderno, sem a aparência de dispositivos “inteligentes”. Desta forma o consumidor terá uma adaptação mais tranquila.
Quebrar a barreira que faz as pessoas estranham a adoção da tecnologia é o primeiro passo para a adequação dela.
Convergência
A convergência é outro passo que deve ser considerado: dispositivos que são multifuncionais aumentam ainda mais a praticidade que estas ferramentas trazem. Cá entre nós, é muito melhor ter em um dispositivo com várias funções que resolvem problemas em um único lugar… A ideia aqui é a praticidade.
Privacidade mais inteligente
A privacidade deve ser levada em conta – afinal os hackers não param – então câmeras de vigilância com obturadores automáticos de privacidade são uma boa; assim você não fica preocupado por estar vivendo um “Big Brother”. Neste caso, sensores de movimento podem ajudar muito.
Conveniência
Todas as inovações e tecnologias que realmente são aplicadas em larga escala têm uma coisa em comum: nos proporcionar ainda mais comodidade. ‎‎Aspiradores robôs‎‎ fazem o trabalho sujo para nós, e nós usemos melhor nosso tempo. As telas inteligentes permitem conversar por vídeo com nossos familiares enquanto preparamos o jantar. E por aí vai…
E você? Já está pensando em aplicar algo assim em sua casa? Me conte!

🌐 Metaverso é uma oportunidade de 1 trilhão de dólares

A maior gestora de criptoativos do mundo, Grayscale, acredita que Metaverso é a ideia de 1 trilhão de dólares. De acordo com o relatório publicado recentemente: “O Metaverso e as Economias Virtuais da Web 3.0”, a oportunidade surgirá da intersecção entre as tendências de jogos online e estilo de vida e o potencial do blockchain de promover a infraestrutura necessária para os mundos virtuais.
As pessoas passam bastante tempo na internet e, por consequência, gastam dinheiro para criar um status social virtual. Grandes marcas do mercado já perceberam e projeto como Decentraland foi um exemplo de criação.
Este projeto permite que as pessoas interajam, ganhem tokens e tenham poder de decisão a partir dele, o modelo também permite que o usuário tenha vantagens no mundo real pelo tempo gasto online.
Segundo a gestora, a receita gerada por jogos online pode atingir 400 bilhões de dólares em 2025, saindo de 180 bilhões de dólares em 2020. Boa parte desse dinheiro virá de gastos dentro dos jogos. A companhia também notou que os gastos não virão de conta premium, em que se paga para jogar.
Grayscale afirma que no terceiro trimestre, o total de recursos dos criptoativos foi de 8,2 bilhões de dólares, sendo que 1,8 bilhões apenas foram para Web 3.0 e NFTs.
Muitas companhias estão investindo no universo virtual de jogos e a tendência é que num futuro próximo estes investimentos aumentem cada vez mais.
Veja mais detalhes na Exame.



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