Carta do Especialista 20/01/2023

2023-01-23


Carta do Especialista 🧐
Sexta-feira, de janeiro de 2023
A Carta do Especialista de hoje começa com duas grandes novidades para a área da saúde: a possibilidade de criação de um sistema capaz de destruir células infectadas, o que pode representar uma importante evolução no tratamento de doenças como o câncer; e testes de medicamentos em órgãos em microchips, que irão poupar milhares de animais dos testes de laboratório.
Você já imaginou conseguir redirecionar os raios? Com uma nova tecnologia a laser, parece ser possível. E que tal uma bateria que dura pra sempre? Pelo visto verá em breve no mercado…Tente dormir com barulhos como estes enquanto você descobre que as máquinas estão sendo mais eficientes que os os advogados …Espero não sofrer uma ação por um comentário como este…😂…Tudo isso e muito mais a seguir.

🧬Novo sistema CRISPR – diferente de tudo o que os cientistas já viram
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Recentemente, pesquisadores dos EUA e Alemanha publicaram dois artigos detalhando uma nova proteína CRISPR, a Cas12a2, que segundo eles, se parece com um canivete suíço - uma ferramenta com diversas funcionalidades.
CRISPR é um sistema de edição genética que permite que os cientistas editem o DNA de organismos vivos. Foi descoberto em 2012 e desde então vem revolucionando o campo da biologia molecular.
“Com este novo sistema estamos vendo uma estrutura e função diferente de tudo o que foi observado em sistemas CRISPR até o momento”, disse o pesquisador Ryan Jackson, da Utah State University.
Assim como temos um sistema imunológico para nos proteger contra infecções, algumas bactérias também possuem um sistema de defesa. E, da mesma forma que as bactérias podem infectar humanos, elas também podem ser infectadas – então, um vírus pode injetar seu DNA em uma célula bacteriana e usar a célula como uma fábrica de vírus, criando cada vez mais cópias de si mesmo dentro da célula até explodir.
Logo, a boa notícia é que o CRISPR-Cas12a2 aparentemente é programável, o que significa que os cientistas podem usá-lo para matar células cancerígenas e deixar células saudáveis ilesas. Logo, o CRISPR faz com que a célula infectada se autodestrua em vez de proliferar os vírus.
Apesar desta novidade, a proteína ainda está em fase experimental e não há garantia de que será usada no futuro como uma terapia para doenças humanas.
Porém, os resultados já são animadores, pois, em tese, a descoberta já pode ajudar no desenvolvimento de novos testes de diagnóstico mais simples e baratos para diversas doenças, como a própria COVID-19.
Fonte: Freethink

🐁 Nova Lei nos EUA permite que produtos deixem de ser testados em animais
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Sabemos que para um medicamento ser comercializado nos EUA ele precisa ser aprovado pelo FAD (Food and Drug Adminitration), órgão equivalente a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil. No entanto, para que isto seja possível, os cientistas submetem animais de laboratório a testes.
Mas agora uma nova lei busca substituir o uso de animais de laboratório por alternativas de alta tecnologia. A Lei de Modernização da FDA 2.0 tem como objetivo proporcionar tratamentos de saúde melhores e mais seguros, reduzir o preço de medicamentos e claro, poupar e proteger milhares animais.
Embora não seja proibido o uso em animais, essa nova lei permite que a indústria farmacêutica use modelos de tecidos em miniatura, órgãos em chips e até células humanas para imitar certas funções e estruturas de órgãos para testar os medicamentos.
"Temos muitos medicamentos importantes que foram desenvolvidos usando testes em animais. Mas à medida que entramos em algumas dessas doenças mais difíceis, especialmente doenças neurológicas, os modelos animais simplesmente não estão nos servindo tão bem", diz Paul Locke, cientista e advogado da Universidade Johns Hopkins, que estuda alternativas aos testes em animais. "Precisamos de novas maneiras de realmente desbloquear os mecanismos moleculares que estão causando essas doenças, e as alternativas que eu acho que são uma grande promessa."
Defensores da causa apontam estudos que mostraram que os teste em animais não são um preditor confiável de toxicidade em humanos. Muitas drogas funcionam em camundongos, mas não são eficientes em humanos. Sendo assim, a taxa de sucesso é extremamente baixa, estima-se que 90% dos candidatos a medicamentos em ensaios clínicos nunca cheguem ao mercado, e os medicamentos que visam o cérebro normalmente têm uma taxa de falha ainda maior. Estes fatores somados às questões éticas associadas ao uso de animais, desperdício de tempo e recursos, levaram os pesquisadores a desenvolver técnicas alternativas que visam recapitular melhor a fisiologia humana.
Dentre estas alternativas estão os órgãos microfluídicos em chips: são dispositivos de polímero claros e flexíveis do tamanho de um cartão de memória de computador que contêm diferentes tipos de células humanas e empurram o fluido através de pequenos canais para imitar o fluxo sanguíneo.
O primeiro chip bem-sucedido contendo células humanas vivas, um modelo pulmonar, foi descrito em 2010 por Donald Ingber e sua equipe no Instituto Wyss da Universidade de Harvard. O dispositivo miniaturizado foi capaz de realizar funções básicas do pulmão, incluindo a troca de oxigênio e dióxido de carbono. Pesquisadores do Instituto Wyss e de outros lugares criaram chips que simulam o fígado, estômago, intestino, cérebro, pele e muito mais, usando-os para testar os efeitos de drogas e toxinas ambientais.
De acordo Ewart, ainda existem algumas limitações dos órgãos em chips, como por exemplo, certos tipos de compostos com baixo peso molecular, que tendem a absorver os canais de polímero de borracha do chip. O que pode acarretar alterações nos resultados. Além disso, os órgãos em chips geralmente exigem instrumentação especial para realizar testes e ler dados
“Precisaremos de uma bateria de testes diferentes e complementares", diz Jeffrey Morgan, professor de engenharia e diretor do Centro de Alternativas a Animais em Testes da Brown University. Segundo ele, os chips de órgãos tendem a ser melhores para testes mais curtos, ao longo de uma semana ou duas, mas os testes de longo prazo são uma necessidade não atendida. Por exemplo, em alguns casos, a toxicidade crônica de uma droga ou produto químico é aparente apenas após a exposição a longo prazo, às vezes em doses baixas. Bons métodos alternativos de teste que replicam esse tipo de cenário não existem, diz ele.
Ainda assim, a FDA precisará examinar cautelosamente quaisquer novos métodos que sejam usados no lugar dos animais. De acordo um porta-voz da agência, a nova lei não altera o processo regulatório de medicamentos: "A FDA continuará a garantir que as investigações clínicas de medicamentos sejam razoavelmente seguras para uso inicial em humanos". Um projeto de lei de gastos aprovado no final de 2022 também inclui US $5 milhões para um programa da agência destinado a avaliar métodos alternativos.
Pode ser que diferentes métodos sejam úteis para testar diferentes drogas ou observar certos efeitos colaterais. "Eles precisam ser mostrados relevantes e confiáveis e realmente prever os endpoints que estão avaliando", diz Locke. "Isso vai ser um desafio científico, e vai demorar um pouco para fazer isso."
Fonte: Wired

⛈ Pela primeira vez pesquisadores conseguem redirecionar raios usando laser
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Uma equipe científica internacional anunciou que conseguiu pela primeira vez usar um laser para redirecionar raios em uma montanha suíça. ⛰
O método envolveu o disparo de poderosos pulsos de laser em nuvens de tempestade ao longo de vários meses no ano passado. Essa descoberta abre caminho para o desenvolvimento de sistemas de proteção contra raios baseados em laser em aeroportos, plataformas de lançamento e edifícios altos. 🏭
Relâmpagos são descargas elétricas enormes que normalmente atingem mais de três a cinco quilômetros. A carga transportada em um raio é tão intensa que chega a 30.000°C, cerca de cinco vezes mais quente que a superfície do sol. Mais de um bilhão de raios atingem a Terra a cada ano, causando milhares de mortes, 10 vezes mais ferimentos e danos que chegam a dezenas de bilhões de dólares. 💵
A principal proteção até agora tem sido o para-raios, que consiste em uma simples barra de metal pontiaguda inventada pelo cientista americano Benjamin Franklin em 1749.
A equipe formada por especialistas de seis instituições diferentes trabalha há anos em uma alternativa. No verão (do hemisfério norte) de 2021, eles conseguiram atrair e guiar raios a mais de 50 metros. Uma experiência bem-sucedida que pôde ser repetida três vezes.
A proposta, publicada na revista Nature Photonics, é lançar incessantemente um impulso em forma de laser para "guiar" o raio, em vez de simplesmente atraí-lo, como faz a barra de metal.
— Queríamos oferecer a primeira demonstração de que um laser pode influenciar os raios e que a coisa mais fácil é guiá-los — disse à AFP Aurélien Houard, físico do Laboratório de Óptica Aplicada da Escola Politécnica de Paris. Houard é o principal autor de um projeto desenvolvido há duas décadas com Jean-Pierre Wolf, do grupo de Física Aplicada da Universidade de Genebra, e outros colaboradores.
Apesar do avanço nesta área, segundo os pesquisadores, o sistema a laser é muito caro em comparação com uma haste simples, no entanto, o laser pode ser uma maneira mais confiável de direcionar os raios, levando em consideração que para-raios têm a área de proteção limitada a alguns metros ou dezenas de metros.
Fonte: The Guardian.

🔋 Bateria que dura para sempre
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Já pensou em ter uma bateria que durasse para sempre? E que fosse possível alimentar seus aparelhos eletrônicos, sua casa, seu carro, por exemplo? 🤔
Bem, pesquisadores da UCI, Universidade da Califórnia, em Irvine, desenvolveram uma tecnologia que poderá revolucionar a forma como serão feitas as baterias no futuro. Isto graças a uma estudante de química, Mya Le Thai, que durante seu doutorado desenvolveu acidentalmente uma técnica que permite que uma bateria retenha cargas eternas - O tipo de acidente que nos beneficia rs 😂
O material da bateria à base de nanofios que pode ser recarregado sem limites de vezes nos aproxima de uma bateria que nunca precisaria ser substituída.
Mya estava testando vários materiais no laboratório de maneira despretensiosa, até revestir um conjunto de nanofios de ouro com uma camada de gel muito fina. Ao envolver os fios neste gel, os filamentos do capacitor retêm suas propriedades sob centenas de milhares de cargas.
As aplicações desta invenção inovadora podem prolongar significativamente a vida útil de computadores, smartphones, eletrodomésticos, carros e espaçonaves.
Há anos pesquisadores buscavam formas de usar nanofios em baterias. Os nanofios são milhares de vezes mais finos que um fio de cabelo humano, sendo altamente condutores. No entanto, são também extremamente frágeis e são pouco resistentes a repetidas descargas e recargas. Em uma bateria típica de íons de lítio eles se expandem e ficam quebradiços, o que leva a rachaduras.
A solução para o problema foi resolvida ao revestir um nanofio de ouro em uma casca de dióxido de manganês e envolvendo o conjunto em um eletrólito feito de um gel semelhante ao Plexiglas. A combinação é confiável e resistente a falhas. Com a técnica que Mya Le Thai inventou, os pesquisadores da UCI desenvolveram um protótipo que suportou quase 200.000 ciclos de recarga ao longo de três meses. Os resultados não detectaram perda de energia ou capacidade e nenhuma fratura nos nanofios.
"Isso foi uma loucura", disse Reginald Penner, presidente do departamento de química da UCI. " Porque essas coisas normalmente morrem de forma dramática depois de 5.000 ou 6.000 ou 7.000 ciclos no máximo."
Fonte: Design Boom

📄 Inteligência artificial consegue obter aprovação no exame da ordem?
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A Inteligência artificial vai muito além de um mecanismo que só analisa dados, ela pode ajudar muitas pessoas a desenvolverem o próprio intelecto para passar em concursos públicos, por exemplo. 🤓
No campo jurídico, por exemplo, os programas de inteligência artificial mostraram um bom desempenho no exame prático da ordem. O chatbot gratuito da OpenAI teve um desempenho melhor do que o previsto, no entanto, apesar de acertar mais da metade (50,3%), não conseguiu a aprovação. Diante de um resultado tão bom, os acadêmicos por trás do experimento esperam que ele passe no teste de licenciamento de advogado algum dia.
Os professores de direito estão entre os alarmados e encantados com o ChatGPT desde seu lançamento em novembro. O programa gera respostas sofisticadas e humanas com base em solicitações de usuários e montanhas de dados, inclusive de textos jurídicos.
Daniel Linna, diretor de iniciativas de direito e tecnologia da Northwestern University Pritzker School of Law, disse que a maioria dos professores de direito que pensa em IA baseada em linguagem está preocupada com os alunos que passam o trabalho gerado pelo chatbot como seu.
Enquanto isso, outros veem a IA como uma ferramenta para a educação jurídica e alertam que, sem ela, os estudantes de direito podem não estar preparados para carreiras jurídicas nas quais a tecnologia desempenhará papéis cada vez maiores.
Jake Heller, diretor executivo da empresa de tecnologia jurídica Casetext, disse que as faculdades de direito devem incentivar os alunos a usar o ChatGPT e ferramentas semelhantes como ponto de partida para documentos e uma forma de gerar ideias.
“Não é diferente de virar para um amigo na biblioteca jurídica tarde da noite e dizer: 'Ei, estou lutando com essa ideia'”, disse Heller. “É como usar uma calculadora em matemática.”
Andrew Perlman, reitor da Escola de Direito da Universidade de Suffolk, disse que gostaria de ver as aulas de pesquisa jurídica e redação do primeiro ano cobrirem o uso de ferramentas como ChatGPT, assim como ensinam os alunos a conduzir pesquisas sobre Westlaw e LexisNexis.
“Estamos em um ponto de inflexão muito interessante”, disse Perlman. “Não me surpreenderia se esperasse que os profissionais do futuro fizessem consultas a chatbots e outras ferramentas para obter pelo menos um rascunho inicial de um documento.”
O ChatGPT ainda não é sofisticado o suficiente para garantir a um estudante de direito um “A” sem trabalho adicional, disse Linna, da Northwestern. Também existem ferramentas de IA focadas na lei que fazem um trabalho melhor em tarefas específicas, acrescentou.
Em seu artigo de 31 de dezembro sobre o desempenho do GPT 3.5 no exame da ordem, o professor Daniel Martin Katz da Faculdade de Direito de Chicago-Kent e Michael Bommarito, adjunto da Faculdade de Direito da Universidade Estadual de Michigan, descobriram que o programa obteve respostas na metade correta do Exame da Ordem Multistate. o tempo, em comparação com 68% para os participantes do teste humano. Essas limitações não são suficientes para acalmar muitos céticos. Entre eles está o professor de direito do South Texas College of Law Houston, Josh Blackman, que pediu aos professores que pensassem nos exames para fazer em casa em um post recente no blog Volokh Conspiracy.
“Esta tecnologia deve causar medo em todos os acadêmicos”, escreveu ele, observando que o ChatGPT produz texto original que não pode ser identificado pelo software de detecção de plágio existente.
Heller previu que as faculdades de direito em breve começarão a alterar seus códigos de conduta e os professores precisarão esclarecer que simplesmente entregar um artigo produzido por um chatbot é semelhante ao plágio.
Os professores de direito podem começar a pedir aos alunos que divulguem quais ferramentas tecnológicas específicas eles usaram, acrescentou Perlman.
O fundador da DoNotPay, uma startup fundada para ajudar os motoristas a contestar suas multas de trânsito, disse que planeja usar um programa de IA de código aberto no tribunal de trânsito.
Joshua Browder, um rebelde legal do ABA Journal de 2017, disse que usará o GPT-J para ajudar dois réus no próximo mês, quando eles comparecerão perante os juízes para combater multas por excesso de velocidade. Um dos réus comparecerá em uma audiência de Zoom e ele está até considerando deixar o programa de IA falar por si, embora admita que “isso pode nos causar muitos problemas”.
Browder também abordou as preocupações de que o uso do programa de IA equivale à prática não autorizada da lei. As audiências do tribunal de trânsito estão ocorrendo em jurisdições onde seu plano “não é totalmente ilegal”, disse Browder ao Político.
De acordo com o USA Today e o Gizmodo via How Appealing, o rapaz está tão otimista que twittou uma oferta de US$ 1 milhão para quem usar fones de ouvido e repetir os argumentos de seu “advogado robô” perante a Suprema Corte.
Apesar da brincadeira, Browder disse que recebeu muitas ofertas, mas que o US$ 1 milhão seria apenas uma doação para o advogado, e seu plano só seria implementado se a Suprema Corte permitisse.
Fonte: Aba Journal

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Renato Grau


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