A humanização nas organizações

  • 13 de Junho de 2019
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A humanização nas organizações

Recentemente, assisti ao TEDx com o psiquiatra americano Robert Waldinger sobre o que torna a vida de uma pessoa feliz. Ele é o quarto diretor do “Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto”, que começou a ser realizado em 1938 pela Universidade de Harvard (EUA) e está analisando a vida de 724 homens. Depois de mais de 80 anos de estudo, a pesquisa constatou que o que nos mantêm mais felizes e saudáveis são os bons relacionamentos.

Ora, se passamos pelo menos oito horas por dia dedicados ao trabalho, estar em um ambiente tóxico significa estar fadado à tristeza. Não é à toa que vemos milhares de pessoas expressando alegria e felicidade nas redes sociais, mas que são viciadas em Rivotril.

Falar sobre trabalho e felicidade não é assunto apenas de RH. É um tema urgente, complexo, exige tempo e dedicação. Se na era industrial as pessoas eram pagas para fazer e não para pensar, hoje nos destacamos justamente pela capacidade de manter boas relações. Só que relacionamentos são complexos, não são estabelecidos de uma hora para outra e exigem um tipo de inteligência sutil para saber lidar com a diversidade e com as nossas imperfeições. É aí que entra a tecnologia, para ganharmos tempo para sermos humanos.

Trabalho com RH desde 2002 e confesso que sempre me incomodei com o excesso de burocracia da área. Muitas vezes, me vi mergulhada em um monte de papéis e, no final do dia, estava tão cansada que já não tinha energia para olhar os colegas nos olhos. Foi a partir desse incômodo que sugeri o tema do 11º encontro do Grupo RH 4.0 (um grupo temático com profissionais de RH que dirijo desde 2018, ligado ao ITESCS), que foi a Humanização do RH.

Conversamos por uma tarde inteira tendo o palhaço Campônio como facilitador. O Campônio é um palhaço aprendedor, generoso e engraçado que leva o ensino como uma ferramenta de aprendizado para dentro das salas de aula. Foi criado pelo Varlei Xavier, que recentemente foi palestrante no TEDx Campinas e fez o público ir às lágrimas. Seu projeto “Palhaço Aprende” é tão maravilhoso que mereceria um texto só para ele.

Mas, voltando ao debate do grupo, falamos muito e não chegamos a nenhuma fórmula mágica, mas entendemos que há quatro pontos fundamentais para gerar ambientes de trabalho mais saudáveis:

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1) Autoconhecimento

Isso mesmo. O antigo Oráculo de Delfos, que tanto inspirou o pensamento socrático, jamais saiu de moda. “Conheça-te a ti mesmo e conhecerá o universo.” Ninguém dá o que não tem dentro de si, é impossível sermos empáticos com os erros de alguém se nos chicoteamos todas as vezes que não batemos uma meta.

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2) Tolerância com os erros

Opa! Quem nunca errou que atire a primeira pedra! Somos perfeitos em nossas imperfeições, mas vivemos em ambientes que exigem o máximo de eficácia e que apontam o dedo acusador sempre que algo sai do planejado. Entretanto, não há ambiente de inovação sem tentativa e erro, e empresas sem essa tolerância estão condenadas à morte.

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3) Diversidade

Ainda falando sobre inovação. Não é possível ter criatividade quando fazemos exatamente as mesmas coisas e lidamos com pessoas parecidas entre si. O diferente provoca, nos tira da zona de conforto e expande a nossa mente.

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4) Empatia

Ai, a tão aclamada empatia… A capacidade de compreender emocionalmente outra pessoa, inclusive com suas vulnerabilidades, dores e sabores, é essencial para que as relações sejam duradouras, mas também é uma prática diária bem desafiadora. Não se engane, a convivência não é fácil para ninguém, mas é justamente o que permitiu a sobrevivência e a evolução da nossa espécie.

 

Por fim, encerro com uma citação que ouvi recentemente no episódio 195 do @mamilospod.

 

“Nossos aparelhos emitem milhões de cores, mas não devemos nos esquecer que a pele humana também é touch, os olhos humanos também são screen, o nosso coração também é portátil e a capacidade de sentir as coisas é a nossa tecnologia mais poderosa.”

 

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Para inspirar:

O episódio 195 do @mamilospod fala sobre a doce solidão. Além das maravilhosas Ju Wallauer (@jwallauer) e Cris Bartis (@crisbartis), também contou com as presenças da querida Vivi Mosé e da psicobióloga Deborah Suchecki. Dá um play, vale a pena conferir.

 

Do que é feita a uma vida boa?

TEDx do psiquiatra americano Robert Waldinger traz base científica e leve para pensarmos no tema.

 

O poder da coragem

Esse é o título do especial da PhD MSW Brené Brown na Netflix. Prepare-se para uma jornada bem divertida de 1h16min que nos leva a refletir sobre a empatia e a vulnerabilidade.

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Vamos continuar essa conversa?

Fique à vontade para me adicionar no LinkedIn.

Fica aqui a minha gratidão por essa troca de experiências. Como diz a música dos Novos Baianos: “pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto”.

Com amor,

Fabíola Oliveira

Conectando pessoas, organizações e seus propósitos

Fundadora da RDA Consultoria Humana e Diretora de RH no ITESCS

 

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Sobre o Grupo RH 4.0

O RH 4.0 é um grupo temático que reúne profissionais de RH toda a primeira segunda-feira do mês na região do ABC – SP, faz parte do ITESCS – Instituto de tecnologia de São Caetano do Sul é gratuito e todos os envolvidos são voluntários.

Para acompanhar os próximos eventos, basta seguir o ITESCS nas redes sociais.

 

Publicado pela "Revista Tecnologia 360" http://revistatecnologia360.com.br/


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(11) 4221-5011


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